OCUPANDO O LATIFÚNDIO ELETROMAGNÉTICO

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Osama Bin Reggae IX – Quem é o terrorista?

Como alguns sabem, outros não, a Radio Várzea Livre faz parte do coletivo Osama, que organiza desde 2002 um  acontecimento dentro das paredes fechadas da USP, chamado Osama Bin Reggae, com o intuito de trazer discussões e abrir o espaço para reflexões que não se restrinjam à universidade, promovendo mesas e debates e encerrando com uma festa muito loca.

PORQUE A UNIVERSIDADE É PÚBLICA!

Convidamos geral para  a

9ª SEMANA OSAMA BIN REGGAE 2011


OSAMA nas AlTURAS : QUEM É O TERRORISTA?

Segunda-feira, dia 12/09.
Debate: O Terror no Estado Brasileiro
Participam: Mães de Maio, lançando o livro Do luto à luta.
Horário: 18h
Local: Espaço Aquário
Roda de Conversa:  As organizações “terroristas” no controle do Estado: 
Hamas e Hezzbollah na repressão a movimentos populares.
Local: Espaço Aquário
Horário: 21h
Terça-feira, dia 13/09.

Debate: O Terror da Revitalização A (não) política habitacional do estado.

Participam: Rede Extremo Sul, Associação Nacional dos Torcedores, Associação dos Geógrafos Brasileiros e Movimento Sem Teto do Centro.

Local: Espaço Aquario

Horário: 18hs.

Quarta-feira, dia 14/09.  
A partir das 14hs: Oficina de radio livre, projeções, som.
Café com Osama: Terrorismo da Informação
Participam: Radio Muda(livre), PassaPalavra, Coletivo Intervozes, Lucia Rodrigues (Caros Amigos)
Local: Prainha da ECA.
Horário:18hs
Quinta-feira, 15/09
Filmes no Aquário – exibição das 14hs às 18hs, e a partir das 20:30
 Guerra às drogas, guerra à pobreza: políticas terroristas de internação, criminalização e repressão. 
Participam: Coletivo DAR, Prof Hemrique Carneiro, CEDECA Interlagos, Guerreiros de Sião
Local: Espaço Aquário
Horário:18hs

Sexta-feira, 16/9
Apartir das 22:30, festa com as bandas
Xemalami, Ambulantes, Zafenate, Guerreiros de Sião, Tribo do Sol, Força da Paz, Mundanos
Sound System: Quilombo Hi-Fi, Zion Gates, High Public, Radio Vitrola.
Breja a 1,50
(no dia da festa o caixa não aceitará notas de R$50,00 e R$100,00)
Importante:Entrada na USP sem carteirinha até as 20hs, depois, só de carona ou bumba


Rádios livres e a emergência de uma sensibilidade pós-mediática

A comunicação independente que, nas últimas décadas, se manifesta nas rádios livres, o mediativismo, as tvs de rua, a subversão, etc .podem ser considerados como expressão e a prefiguração do que felix guatarri chavama “civilização pós mediática”. A independência da comunicação é um desafio frente (contra?) ao poder. Para compreender o sentido, é útil partir da noção guattariana de agenciamento coletivo e refletir sobre a diferença entre o conceito de automatismo e aquele de dispositivo técnico.

Nos anos 70 teve lugar um processo de comunicação independente que podemos considerar como antecipando aquilo que se tornou hábito chamar de mediativismo no movimento global que surgiu em Seattle. Nesse processo de comunicação independente havia qualquer coisa a mais que uma reivindicação democrática da comunicação: um princípio de auto-organização do trabalho cognitivo, a procura de linhas de fuga do sistema de poder mediático que se estavam já constituídas sob diversas formas, sejam públicas, sejam privadas nesse período de modernidade tardia.

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Por que calar as Rádios Livres?

http://passapalavra.info/?p=2477

9 de Abril de 2009

O recente fechamento de uma expressiva rádio livre do país, a Muda, reacendeu o debate em torno do papel do movimento de rádios livres e das rádios comunitárias diante do monopólio das grandes corporações midiáticas.

“O rádio poderia ser um fantástico sistema de canais se conseguisse não apenas emitir, mas receber, ou seja, se não permitisse ao ouvinte apenas ouvir, mas falar, não o isolando, mas integrando-o… Irrealizáveis nessa organização social, porém realizáveis em outra, essas sugestões servem à propagação e formação dessa outra organização.” (Bertold Brecht, Teoria do Rádio, 1932).

O movimento de rádios livres ainda acredita na capacidade do rádio alcançar a potencialidade de um aparelho de comunicação, apesar de sua natureza difusora. A apropriação da técnica por aqueles que não detêm o conhecimento específico nos leva a perguntar por que apenas poucas empresas podem monopolizar essa via e se existe real necessidade de profissionalização dos envolvidos na prática. As formas de organização e interações entre aqueles que constroem rádios livres podem ser revolucionárias, sobretudo por proporem uma lógica oposta àquela institucionalizada pela mídia hegemônica. Torna-se, portanto, urgente a sua apropriação pelas camadas mais populares.

Os que se entusiasmam em soltar suas vozes pelas ondas do ar, antes de quererem ser comunicadores, querem se comunicar; não só passarem suas idéias, mas trocá-las, debatê-las com o receptor que, na verdade, é um outro transmissor.

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Manifesto da Rádio Várzea Livre

QUEM COMUNICA SE ESTRUMBICA!

Por qualquer que seja o meio ou jeito, comunicar é inerente ao ser humano. Contudo lutamos pela nossa liberdade de expressão como se tentássemos escapar dos leões. E a digníssima expressão é declarada direito nas constituições, tamanha é capacidade da sociedade em negar aquilo que a humanidade criou.

Obstante as constituições, os leões seguem tocando o terror. São eles, os donos do poder, monopolizadores da mídia, latifundiários do ar, políticos, padres e pastores, cínicos de toda espécie. Nós somos somente criaturas indesejáveis ocupando os meios, movendo-se.

Quando falamos em comunicação, não estamos falando da parafernália das grandes emissoras de TV, rádio, jornais e mega servidores privados na internet. Isso não é comunicar. Para nós, comunicar implica o diálogo horizontal entre seres humanos. A troca de experiências e de conhecimentos horizontalmente é o que move o ideal de uma comunicação livre, e não uma profusão de informações que se acumulam a partir de um único transmissor – lógica irracional que  serve apenas ao capital.

Negamos as relações verticais nos meios de comunicação livre: Não há editor chefe ou patrão que dite o conteúdo a ser veiculado; rejeitamos a verticalidade nas decisões do coletivo, comum nos meios de comunicação comerciais. A prática na comunicação livre é coletiva e é autogestionária.

Não entram nos horizontes da comunicação livre propagandas com fins comerciais, relações comerciais de patrocínio ou financiamento, para qualquer que seja o fim.

comunicação livre, horizontal e autogestionária: seja livre!

Acreditamos que a horizontalidade nos meios de comunicação livres permite uma prática enriquecedora na experiência da comunicação – a prática da autogestão nos meios de comunicação livre significa a experiência da atuação direta. A ideia é “produzir recebendo” e “receber produzindo”: nada de divisão dos papéis, onde uns transmitem e outros recebem. Somos programadores e ouvintes ao mesmo tempo.

Para o individuo que se coloca politicamente perante a sociedade, a comunicação livre se realiza como uma atividade anticapitalista, pois nega o modo como se produzem as relações sociais no sistema. Faça você mesmo ou morra!

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